Novamente enquete leva ao nome do americano que se tornou uma lenda do blues e do rock mundial, como o mais importante guitarrista de todos os tempos
O guitarrista Jimi Hendrix, morto há mais de 40 anos foi eleito o melhor músico neste instrumento de cordas na história, numa enquete realizada pela revista Rolling Stone, junto a críticos e músicos de vários países. Hendrix está no topo de uma lista que inclui os também legendários Erick Clapton, Keith Richards e Jimmy Page, entre outros monstros sagrados da guitarra.
“Jimi Hendrix extrapolou a nossa ideia sobre o que poderia ser o rock: ele manipulava a guitarra, a ‘whammy bar’, o estúdio e o palco”, afirmou o guitarrista Tom Morello, um dos consultados pela Rolling Stone. Morto em 1970, aos 27 anos – quem não se lembra da ‘maldição’ dos 27 anos, que vitimou outras lendas como Janis Joplin, Jim Morrison, do The Doors, ou Kurt Kobain – entrando para a história do rock e do blues mundial.
Os dez melhores guitarristas do mundo:
1. Jimi Hendrix
2. Eric Clapton
3. Jimmy Page (do Led Zeppelin)
4. Keith Richards (da banda Rolling Stones)
5. Jeff Beck
6. B.B. King
7. Chuck Berry
8. Eddie Van Halen
9. Duane Allman
10. Pete Townshend (do The Who)
Quem foi Hendrix, o nº 1
Nascido em Seattle, Washington, Hendrix cresceu tímido e sensível, tendo de ser o responsável por cuidar de seu irmão mais novo, Leon Hendrix, profundamente afetado por problemas familiares, tais como o divórcio dos seus pais em 1951 e a morte de sua mãe em 1958, quando ele tinha apenas 16 anos. Era muito afeiçoado à sua avó materna, que possuía sangue cherokee, e que incutiu no jovem Jimi um forte sentido de orgulho de seus ancestrais nativos norte-americanos. No mesmo ano, o seu pai, chamado Al Hendrix, deu-lhe um ukelele (instrumento de 4 cordas, introduzido no Havaí pelos portugueses no século XVII), e posteriormente comprou, por apenas US$ 5 dólares, uma guitarra acústica, pondo-o no caminho da sua futura vocação.
Depois de tocar com várias bandas locais de Seattle, Hendrix alistou-se ao exército, juntando-se à 101-a Divisão Aerotransportada baseada em Fort Campbell, Kentucky, a 80 km da cidade de Nashville, no Tennessee, como pára-quedista. Ali ele serviu por menos de 1 ano e recebeu dispensa médica após fraturar o tornozelo em um salto. Mais tarde ele diria que o som do ar assobiando no pára-quedas era uma das fontes de inspiração para o seu som “espacial” na guitarra.
Drogas e prisão
Inicialmente levou uma vida precária tocando em bandas de apoio a músicos de soul e blues como Curtis Knight, B. B. King, e Little Richard em 1965. Sua primeira aparição destacada foi com os Isley Brothers, principalmente no “Testify” em 1964. Em 3 de maio daquele ano ele foi preso no Aeroporto Internacional de Toronto depois que uma quantidade de heroína foi descoberta em sua bagagem. Ele foi mais tarde posto em liberdade depois de pagar uma fiança de 10.000 dólares. Quando o caso foi a julgamento Hendrix foi absolvido, afirmando com sucesso que as drogas foram postas em sua bolsa por um fã sem o seu conhecimento.
Woodstock: nasce a lenda
Em Agosto de 1969 Hendrix formou uma nova banda, chamada Gypsy Suns and Rainbows, para tocar no Festival de Woodstock. Ela tinha Hendrix na guitarra, Billy Cox no baixo, Mitch Mitchell na bateria, Larry Lee na guitarra base e Jerry Velez e Juma Sultan também em bateria e percussão. O show, apesar de notoriamente sem ensaio e desigual na performance (Hendrix estava, dizem, sob o efeito de uma dose potente de LSD tomada pouco antes de subir ao palco) e tocado para uma platéia celebrante que se esvaziava lentamente, possui uma extraordinária versão instrumental improvisada do hino nacional norte-americano, The Star-Spangled Banner, distorcida e quase irreconhecível e acompanhada de sons de guerra, como metralhadoras e bombas, produzidos por Hendrix em sua guitarra. A criação desses efeitos foi inovadora, expandindo para além das técnicas tradicionais das guitarras elétricas. (Assista ao vídeo dessa antológica apresentação no final desta matéria)
Essa execução foi descrita por muitos como a declaração da inquietude de uma geração da sociedade americana, e por outros como uma gozação antiamericana, estranhamente simbólica da beleza, espontaneidade e tragédia que estavam embutidas na vida de Hendrix. Foi uma execução inesquecível relembrada por gerações. Quando lhe foi perguntado no Dick Cavett Show se estava consciente de toda a polêmica que havia causado com a performance, Hendrix simplesmente declarou: “Eu achei que foi lindo”.
Morte misteriosa aos 27 anos
Jimi Hendrix morreu em Londres nas primeiras horas de 18 de Setembro de 1970, em circunstâncias que nunca foram completamente explicadas. O empresário do guitarrista, Mike Jeffrey, confessou que contratou um grupo que teria invadido o quarto de hotel e forçado Jimi Hendrix a tomar vinho e soníferos. Uma grande quantidade de vinho foi encontrada nos pulmões e no corpo do guitarrista. De acordo com o médico, ele estava “realmente afogado em uma enorme quantidade de vinho tinto”.
Mike Jeffrey teria confessado tudo em 1971, um ano após a morte de Hendrix. O empresário, que tinha uma apólice de seguro no nome do guitarrista no valor de US$ 2 milhões, morreu em 1973 em um acidente de avião.
(Márcio Amêndola, do Fato Expresso, com informações de Agências Internacionais e Wikipédia, a Enciclopédia livre da Internet)
ASSISTA O VÍDEO DE JIMI HENDRIX EM APRESENTAÇÃO ANTOLÓGICA NO FESTIVAL DE WOODSTOCK, EM 1969:




















