Pesquisa sobre gênero nas 500 maiores firmas do país sugere que apenas 14% dos postos de direção são ocupados por mulheres; estudo apoiado pela ONU baseou-se em dados do IBGE e de instituições privadas.
Gênero nas empresas
O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar a igualdade de gênero em cargos de chefia. Uma pesquisa do IBGE, apoiada pelas Nações Unidas e pelo Instituto Ethos, revela que apenas 14% dos postos de direção das empresas são ocupados por mulheres.

Níveis
O “Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas” analisou a situação de todos os níveis hierárquicos das companhias. Segundo o estudo, mesmo em outros cargos de responsabilidade, a participação feminina é baixa, e certamente inferior à quantidade de mulheres na sociedade brasileira, que é de 51%.
Ações Afirmativas
Outras variantes do estudo são a participação em cargos de chefia levando em conta raça, faixa etária, tempo de serviço e instrução. A pesquisa analisa os resultados de políticas de ações afirmativas e da situação de pessoas com deficiência, negros, mulheres e profissionais com mais de 45 anos.
Mais Escolarizadas
As mulheres no mercado de trabalho são mais escolarizadas que os homens, trabalham menos que o sexo oposto, mas também ganham menos e têm mais dificuldade de ter a carteira assinada. Estes dados fazem parte do estudo Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas, também do IBGE.
As informações analisadas fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) 2009, realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Segundo o estudo, em 2009, enquanto 61,2% das trabalhadoras tinham o ensino médio completo, para os homens este percentual era de 53,2%. A parcela de mulheres ocupadas com nível superior completo era de 19,6%, também superior ao dos homens (14,2%).
Por outro lado, nos grupos de menor escolaridade, a participação dos homens era superior à das mulheres. Em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam contratadas com carteira de trabalho assinada, porcentagem inferior à dos homens (43,9%).
(Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York e informações complementares do IBGE e Fato Expresso)