Um dos neurocientistas mais renomados do país, Miguel Nicolelis não mede palavras para falar da chamada inteligência artificial: em entrevista a CartaCapital, ele classifica o boom da tecnologia como “o maior delírio coletivo da história da humanidade” e defendeu que a sigla IA vende uma ficção — não seria nem inteligência, por ser uma propriedade emergente dos organismos e não algo computável, nem artificial, por depender do trabalho invisível de milhões de pessoas que alimentam, treinam e validam os sistemas.
Para o cientista, o que se apresenta como uma revolução tecnológica é, na verdade, um projeto ideológico das big techs, voltado à automação máxima do trabalho humano e à busca do “lucro infinito”, mesmo ao custo de desemprego em massa, bolha especulativa e captura de dados em escala planetária. “O primeiro produto desse barato é o desemprego, porque o objetivo final da dita inteligência artificial não é tecnologia, mas uma visão ideológica: é a automação”, resume…
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