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Memória gastronômica

Por
16/01/2012
En Allan Robert
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Allan Robert P. J.

Aos cinco anos tive desidratação. Penso nisso e sinto o gosto do soro que precisei tomar por três meses, na casa em Petrópolis e nas férias em Itacuruçá, ambas no Estado do Rio de Janeiro. É como se tivesse acabado de tomar o tal soro.

Em Copacabana, no Rio, a lanchonete Gordon fazia um sanduíche com molho ao curry chamado submarino. Anos depois, conheci o “Angu do Gomes” servido por ambulantes à noite. O meu preferido era o da Praça do Lido, no Leme (espero que ainda exista). Ou o cachorro quente com mate gelado na praia do Posto Cinco, em Copacabana.

Em São Paulo: No Embu (vai demorar para que eu a chame de Embu das Artes), o camarão de capote da Laura ou o strudel de maçã do Cláudio, aos domingos. Em Assis, as esfihas do Cedro do Líbano, o filé do Tatu e o churrasco do Júlio. Antes de chegar, uma parada no Rodoserv da Castelo, para deliciar-se com o misto quente deles. Em Sampa, a sopa de cebola do Ceasa (ainda tem?); o bauru do Ponto Chic, na Praça da República; o churrasquinho do bar das putas, na Consolação (30 anos atrás, antes de virar atração turística); a catuaba do Bar do Cosme, o Profeta; o fetuccini ao molho de quatro queijos do Elio’s da Alameda Santos e a pizza do Camelo, na Rua Pamplona.

Bahia: ensopado de camarão do Mar Aberto, em Arembepe; Acarajé da Cira, em Itapoã; o filé au poivre e o macarrão do Giancarlo; carangueijo do Bar Buxixo; pitú no vapor em Itacimirim; carne de sol com manteiga de garrafa, pirão de leite e feijão de corda do Lua Nova em Portão; vaca atolada do Bar do Jorge, em Eunápolis; carne de bode de qualquer botequim de Bonfim; vermelho no sal grosso da barraca Doce Mar, em Canavieiras e o beiju feito na hora em Villas do Atlântico.

A relação, na verdade, é muito maior. Sou capaz de lembrar cada fase da minha vida ou os muitos lugares onde morei, recordando-me somente dos sabores ou aromas, como o delicioso perfume dos doces da casa do Cláudio (o do strudel) na época do Natal.

O meu peso histórico era 68 quilos. A Partir da cervejaria em Salvador, passei a 82 e consegui reduzir para 74. Hoje, na sabedoria dos meus atuais 83 quilos, posso afirmar que é muito complicado fazer regime nessa terra, com o enorme espaço livre na minha memória gastronômica a ser preenchido e tantas novas oportunidades que se oferecem a cada dia. Não posso relegar a minha formação, mas também não devo ceder aos prazeres da carne, ou do culatello de Zibello, da Locanda dei Falconieri em Catel’Arquatto.

Quem decide fazer regime deve evitar a Itália, ou mudar de país: é entrada, primeiro prato, salames, prato principal, queijos e sobremesa. Só uma coisa: eles comem tudo separado. Diante de um feijão, arroz, carne e legumes, tudo no mesmo prato, entram em pânico e se sentem inseguros. Alguns choram.

Um amigo convidou-me à casa dele para almoçar. Tinham cinco primeiros pratos. Quando chegou o prato principal eu mostrava o relógio, para fazê-lo entender que deveríamos voltar ao trabalho. Em vão.

A única coisa que eles não sabem fazer é café da manhã: café preto e brioches! Não adianta insistir.

Quando chegamos aqui, decidimos fazer um curso prático de enologia. É assim: você sai comprando uma garrafa de cada vinho, prova e vai anotando os melhores. Na casa dos amigos vai aprendendo o vinho correto para cada ocasião, que eles são bons nisso. Em casa, repete as situações com os vinhos escolhidos por você. Embriaga-se e na semana seguinte começa tudo de novo. É simples!

Na minha cidade tem um bar onde aprendi a tomar o café deles. O balconista tem uma mistura especial, um ponto estudado da torrefação e moído duas vezes. Você chega e pede: corto, normale ou lungo. Normalmente peço lungo, pois o curto é muito forte para os meus padrões cariocas. Mas quando vou fumar meu charuto, peço corto: são 10 ou 15 ml de café. Pouco mais que uma sujeira na xícara, mas é outra bebida! Tem também um sorveteiro napolitano que já ocupa o lugar dele nos meus registros, mas isso já é argumento para outro dia.

**Allan Robert P. J., carioca de nascimento, tem 51 anos, viveu em Embu (SP) por quase duas décadas e lá se casou com Eloá, em 1987. Mudou para Salvador (BA) onde estudou Economia e o casal teve duas filhas. De lá, foram para a Itália, onde vivem atualmente. Allan é micro empresário do ramo automotivo, e Eloá trabalha no ramo de alimentação. Ambos têm raízes (amigos e parentes) na ‘ponte’ Embu-Assis-SP. Allan é irmão dos advogados Bruce P. J. e Dawidson P. J., radicados em Embu. Dawidson já foi do primeiro escalão da Assessoria Jurídica da Prefeitura de Embu no governo Geraldo Puccini Junior (1993-96), e ambos já participaram da diretoria da subsecção da OAB de Embu”.

Tags: AllanCartas da ItáliaGastronomiaMemória gastronômicaRobert
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